Em resumo: um comando de portão define-se por três dados, não pela forma nem pela marca: o número de botões (um canal por botão), a frequência (433,92 MHz na maioria, 868 MHz em algumas marcas, quartzo entre 27 e 40 MHz nos antigos) e o tipo de código (fixo com dip-switch, fixo por autoaprendizagem ou rolling code). São eles que decidem se um comando novo funciona no seu portão e se o atual se pode copiar.
Comando de portão, comando para portão, comando de garagem, comando do portão automático: o nome muda com o acesso, o objeto é o mesmo: um emissor de rádio que envia um código ao recetor do automatismo. A memorização na central está em programar o comando do portão; a escolha entre universais em como escolher um comando universal para portão.
Tipos de comandos de portão: botões, frequência e código
Os tipos de comandos para portões classificam-se por três critérios independentes: um comando de 2 botões pode ser de 433 ou de 868 MHz, e um de 433 MHz pode ser de código fixo ou rolling code.
Por número de botões
Cada botão é um canal, memorizável num recetor ou numa função diferente da central: 1 botão para um acesso; 2 para portão mais garagem, ou abertura total mais pedonal; 4 para portão, garagem, barreira do condomínio e um quarto acesso. O número de botões nada diz sobre a compatibilidade.
Por frequência
A grande maioria dos automatismos instalados em Portugal desde 2000 trabalha a 433,92 MHz (Motorline, Nice, BFT, Came, FAAC TML). Alguns fabricantes, sobretudo alemães e nos portões de garagem seccionados, usam 868 MHz (Hörmann BiSecur, Sommer, Marantec, FAAC XT). Os comandos de quartzo dos anos 80 e 90 trabalham entre 27 e 40 MHz e reconhecem-se pela antena metálica extensível.
Por tipo de código
Nos de código fixo com dip-switch o código define-se à mão em micro-interruptores; nos de código fixo por autoaprendizagem vem de fábrica e o recetor memoriza-o; nos de rolling code muda a cada toque. O que isso muda para copiar está na secção sobre códigos.
Frequência do comando de portão: como saber a sua
A frequência do comando do portão é o primeiro dado a confirmar: um comando de 868 MHz nunca falará com um recetor de 433,92 MHz. Há quatro sítios onde a encontrar.
- A etiqueta do comando, atrás ou no compartimento da pilha: «433,92 MHz», «868,3 MHz» ou só o número colado ao modelo (FAAC XT2 868 SLH, TML2 433 SLR).
- O manual do automatismo, que indica a frequência do recetor e os comandos compatíveis; sem o papel, o nome do motor chega para encontrar a ficha no site do fabricante.
- O componente de rádio dentro do comando: o ressonador dos modernos ou o cristal de quartzo dos antigos traz o valor impresso («433,92», «R433», «868,3» ou, nos de quartzo, «30,875»).
- A antena: metálica e extensível, é quase de certeza um comando de quartzo; nos de 433 e 868 MHz está impressa na placa e não se vê.
«433 MHz» e «433,92 MHz» são a mesma frequência, tal como 868 e 868,3 MHz; 433 e 868, pelo contrário, são bandas incompatíveis. Em caso de dúvida, o verificador de compatibilidade WHY/QZERO diz em que banda trabalha o seu.
Códigos: fixo, dip-switch e rolling code
Se a frequência decide se comando e recetor se ouvem, o código do comando do portão decide se o recetor aceita o que ouve, e como se copia.
Código fixo com dip-switch
Os mais antigos ainda a funcionar (Came TOP e TAM antigos, Motorline DSR, Nice FLO, quase todos os de quartzo) usam 8 a 12 micro-interruptores: a posição de cada um (ON/OFF, ou +/0/−) forma o código, e o recetor tem uma fila igual. Não há memorização: o comando novo funciona quando os interruptores ficam iguais. É o mais fácil de duplicar e o menos seguro, porque o código nunca muda.
Código fixo por autoaprendizagem
Geração intermédia: o código continua fixo, mas vem gravado de fábrica, com milhões de combinações, e é o recetor que o aprende com o botão de programação. Reconhece-se por um comando dos anos 2000 sem dip-switches. Como o sinal é sempre o mesmo, é o território dos copiadores baratos, que o gravam e repetem.
Rolling code
Num comando rolling code, cada toque envia um código diferente, calculado a partir de uma chave secreta partilhada por comando e recetor e de um contador que avança a cada transmissão; o recetor só aceita códigos «à frente» do último recebido. Por isso um rolling code não se copia com um copiador barato: este só grava a última transmissão, que o recetor já conhece e rejeita. Duplica-se com um universal que conheça o protocolo do fabricante, ou memorizando um original novo na central.
Em alguns automatismos rolling code, depois da cópia para um universal a central pede ainda a autorização do comando novo: não é erro, é o passo de segurança do protocolo, demora menos de um minuto e o original continua a funcionar. Se mesmo assim o portão não abre, veja a pilha do comando, a memória do recetor cheia ou comando do portão não funciona.

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Como identificar a marca e o modelo do comando
Frequência e código dão a família; para comprar, copiar ou substituir é preciso a referência exata, porque na mesma marca convivem protocolos diferentes: um Nice FLO de dip-switch nada tem a ver com um Nice FLOR-S rolling code. A referência está na etiqueta traseira (ou no compartimento da pilha) e na serigrafia da placa. A tabela resume as marcas mais instaladas em Portugal e remete para o guia de cada uma.
| Marca | Referências comuns | Frequência e código | Onde está a referência |
|---|---|---|---|
| Motorline | MX4SP, FALK, DSR | 433,92 MHz; MX4SP e FALK rolling code, DSR dip-switch | Etiqueta traseira; no DSR, a fila de interruptores ao abrir. Guia: programar comando Motorline |
| Nice | FLO, FLOR-S, ERA ONE (ON2E/ON4E), INTI | 433,92 MHz; FLO dip-switch, os restantes rolling code | Etiqueta no verso, com a referência completa (FLO2R-S, ON4E). Guia: programar comando Nice |
| FAAC | XT2/XT4 868 SLH, TML2/TML4 433 SLR, TM 433 DS | A frequência está no nome; SLH e SLR rolling code, DS dip-switch | Etiqueta no verso; nos SLH só o comando master gera cópias. Guia: programar comando FAAC |
| BFT | MITTO 2/4, KLEIO, TRC | 433,92 MHz; MITTO e KLEIO rolling code, TRC dip-switch | Etiqueta no verso; os MITTO têm uma tecla escondida atrás. Guia: programar comando BFT |
| Came | TOP 432/434, TAM, TWIN, ATOMO | 433,92 MHz; TOP e TAM antigos dip-switch, TOP 432EV e ATOMO rolling code | Referência no verso e na placa; nos TOP antigos, dip-switches ao abrir. Guia: programar comando Came |
| Hörmann | HSE 2/4, HSM 4, HS 5 (BiSecur) | 868 MHz; BiSecur rolling code, 868 antigos código fixo; versões de 40,685 e 26,975 MHz em quartzo | Etiqueta no verso com a frequência; «BS» ou «BiSecur» indica rolling code. Guia: programar comando Hörmann |
Se a etiqueta se apagou, abra o comando: a referência da placa e o componente de rádio identificam o modelo. Olhe também para o motor: a sua etiqueta diz a marca e, muitas vezes, o comando fornecido de origem. Com esses dados o verificador de compatibilidade responde em segundos; sem eles, uma fotografia da placa ao apoio técnico resolve o resto.
Comando original, universal ou telemóvel?
Identificado o comando, a decisão é entre três caminhos que não se excluem: podem conviver um original na gaveta, um universal no carro e o telemóvel no bolso.
Comando original: quando faz sentido
O original é a escolha linear quando a instalação é recente, o modelo ainda se vende e tem acesso autorizado à central, porque um original novo tem sempre de ser memorizado no recetor (o procedimento está em programar o comando do portão). Deixa de fazer sentido quando o modelo foi descontinuado — caso dos FLO, dos TOP antigos e de todos os de quartzo —, quando não pode abrir a central (num condomínio, só a administração) ou quando quer juntar vários acessos num só comando.
Comando universal: o WHY para 433-868 MHz
Um universal não «serve para tudo»: copia o sinal do comando que já tem, desde que o modelo esteja na sua lista. O 1Control WHY é um comando universal de 4 botões que copia mais de 800 modelos de comandos entre 433 e 868 MHz, de código fixo e rolling code, incluindo modelos das seis marcas da tabela; a confirmação faz-se referência a referência no verificador de compatibilidade. Não tem app nem internet, funciona com uma pilha CR2032 que se troca sem perder a memória, e os originais continuam a funcionar depois da cópia. Os critérios para escolher entre universais, e os erros a evitar, estão em como escolher um comando universal para portão.
Comandos de quartzo: o QZERO
Para os comandos de quartzo o WHY não é o produto certo, porque trabalha noutra banda. O 1Control QZERO é o gémeo do WHY para essa família: os mesmos 4 botões e a mesma pilha CR2032, sem app, mas com um emissor calibrado para os 15-50 MHz e uma antena metálica extraível, como os originais que substitui. É muitas vezes a única forma de ter um comando novo para um automatismo dos anos 80 ou 90. A verificação faz-se no mesmo verificador WHY/QZERO.
O telemóvel como comando: o SOLO
O terceiro caminho muda de lógica: em vez de mais um objeto, o comando passa a ser o telemóvel. O 1Control SOLO instala-se junto ao automatismo sem tocar na central e sem cabos, copia uma vez o sinal do comando original (mais de 800 modelos, código fixo e rolling code, a confirmar em compatibilidade do SOLO) e passa a abrir a partir da app 1Control, por Bluetooth cifrado e sem internet. Funciona cerca de dois anos com duas pilhas C, gere até quatro automatismos e partilha o acesso gratuitamente pelo número de telemóvel, com dias, horários e data de fim, revogável a qualquer momento; o administrador vê o histórico. Para abrir à distância ou por voz junta-se o acessório LINK. O passo a passo está em clonar o comando da garagem para o telemóvel e o panorama em abrir o portão com o telemóvel.
Nos três casos a regra é a mesma: antes de comprar, confirme frequência, código e referência. E em nenhum deles há mensalidades: comando original, WHY, QZERO e SOLO são um pagamento único.
Perguntas frequentes
Qual é a frequência do comando do portão?
Na maioria dos automatismos instalados desde 2000 é 433,92 MHz; algumas marcas, sobretudo alemãs e de portões de garagem, usam 868 MHz. Os comandos antigos de quartzo, com antena metálica extensível, trabalham entre 27 e 40 MHz. A frequência está na etiqueta traseira, no manual ou impressa no componente de rádio dentro do comando.
Como sei se o meu comando é de código fixo ou rolling code?
Abra a caixa: uma fila de micro-interruptores numerados indica código fixo com dip-switch. Sem interruptores, olhe para a referência: «R», «RC», «SLH», «SLR», «EV» ou «BiSecur» indicam rolling code; sem essas marcas, é provável que seja código fixo por autoaprendizagem. O manual do automatismo ou o verificador de compatibilidade confirmam.
Posso copiar um comando rolling code?
Não com um copiador barato, que grava apenas a última transmissão, e o recetor rejeita-a. Copia-se com um universal que conheça o protocolo do fabricante, como o 1Control WHY para os modelos da sua lista, ou memorizando um comando original novo na central. Em alguns automatismos a central pede depois a autorização do comando copiado.
Comando de portão e comando de garagem são a mesma coisa?
Sim: é um emissor de rádio que fala com o recetor do automatismo, seja de um portão de correr, de uma porta de garagem basculante ou seccionada ou de uma barreira. Só mudam a marca do motor e, com ela, a frequência e o código. Um comando de vários botões pode controlar portão e garagem.
Como descubro a marca e o modelo do meu comando?
Veja a etiqueta traseira ou o compartimento da pilha: traz a referência (MX4SP, FLOR-S, XT2 868 SLH, MITTO, TOP 432, HS 5) e muitas vezes a frequência. Se se apagou, a referência está serigrafada na placa. A etiqueta do motor indica a marca do automatismo e, em regra, o comando fornecido de origem.
Conclusão
Um comando de portão lê-se em três linhas: quantos botões tem, em que frequência transmite e que código usa. Com a etiqueta, o interior da caixa e a antena descobre-se tudo em cinco minutos; a referência exata faz o resto. A partir daí a decisão é simples: um original memorizado na central quando o modelo ainda existe e tem acesso ao recetor; um universal como o WHY (ou o QZERO, para os de quartzo) quando quer um botão físico sem abrir a central; o telemóvel com o SOLO quando quer gerir quem abre, quando e até quando. Os comandos que já tem continuam a funcionar.